domingo, 11 de dezembro de 2011


Olá, Bem vindo! a este blog “ Musicalizando”.
Sou Ieda Felipe, educadora de Madeiras ( Flauta transversal; Clarinete, Sax Alto e Tenor) no Projeto Guri; educadora em escolas privadas, na rede pública atuo como saxofonista na Orquestra de Sopros “Antônio Maestro Passarelli; desenvolvo trabalho com grupo infanto Juvenil na Igreja Assembléia de Deus.
Atualmente curso Educação Musical na UFSCAR.
Participei também de várias Oficinas e Festivais como: Festival de sopro e percussão de Guarulhos; Pró- Bandas com direção do conservatório Dramático Musical de Tatuí, I Encontro Internacional de Saxofonistas de Tatuí.
Espero que este esteja apenas para somar você leitor e pesquisador da arte musical. Muitas de suas vivências como profissionais das mais diversa áreas cientes de que  a Educação Musical no Brasil ainda tem muito a desenvolver como arte de ensino e aprendizagem, na tomada de consciência de governantes para uso deste maravilhoso recurso
A todos vocês um abraço!
Ieda Felipe

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Educador Musical no Brasil


O Educador Musical no Brasil.

A Lei Federal n° 11.769/2008 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996). A nova Lei que entrou em vigor este ano que torna obrigatório o ensino de música nas escola publicas e particulares do País. Segundo Yvelise Freitas de Souza, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação o objetivo da determinação, no entanto, não é formar músicos, mas sim que os alunos adquiram o conhecimento da linguagem musical e ampliem sua formação artística.
Isso trará melhoria para a escola na formação cultural do aluno, mas há uma grande falta de profissionais capacitados para atuar nas salas de aula. A Lei é boa, mas deve haver discussões e orientações como aplicá-la. Segundo André, professor de música da escola Suíço-Brasileira (Zona Oeste) “Não pode ser dado o jeitinho brasileiro no ensino da música. É preciso musicalizar o professor”
Uma recente descoberta da neurociência que consiste em fases da infância em que o cérebro está mais aberto ao desenvolvimento de determinadas linguagens, se trabalhado com o auxílio musical seja ela erudita, popular e folclórica. Mas em todas as fases da vida, a música tem um papel fundamental na formação do indivíduo. A música na escola ainda é vista por diferentes objetivos ora sendo usada exclusivamente para situações de datas comemorativas; mas pouco ainda se vê sendo praticada com a finalidade de educar-se musicalmente unindo os mais diversos eixos com seus conteúdos programáticos através da  música .
O trabalho de música na sala de aula com os alunos deve partir da noções básicas como os hinos cívicos nacionais, apreciar os instrumentos de uma orquestra, aprender canto, ritmos, danças e apreciar  músicas folclóricas e seus respectivos instrumentos; assim conhecendo a diversidade cultural do Brasil.
A Lei não especifica conteúdos, quando a LDB (Lei de Diretrizes e bases) n° 9294/96 privilegia a flexibilidade do ensino, mas o importante é trabalhar a emoção, coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, a notação musical sob sensibilizadoras, além de um repertório erudito, folclórico e popular.
A aplicação da disciplina de Educação Musical na escola deve ser trabalhada de uma forma lúdica e coletiva, utilizando jogos, brincadeiras de roda e confecção de instrumentos. Desenvolvendo no aluno o espírito crítico, conhecer as raízes da música brasileira, despertar o gosto musical.
Porém a escola tem que ter um Ensino Musical de qualidade, com metas pedagógicas precisas e contínuas, não simplesmente as aulas de músicas vierem a ser mais uma hora de recreio. A música deve ser vista como uma linguagem para desenvolver a socialização, a memória, o raciocínio e a improvisação.
Os primeiros professores de música no Brasil foram os Jesuítas que deram um olhar voltado unicamente para os cantos religiosos servindo apenas aos interesses da igreja e da Coroa de Portugual.
Diante de todos esses fatos, é relevante também  para o Educador Musical há necessidade de um olhar cuidadoso e delicado para os pequeninos. É nesta faixa etária onde os sentidos estão todos aguçados para o fazer musical despertando neles a certeza de uma memória musical. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
A reflexão acima por si só responde toda a questão de ordem pedagógica, de tão rico que esse argumento para a nossa prática como educador. Acredito ser esse nosso papel de mostrar ao aluno  primeiro o quanto a música é encantadora... o quanto poderemos viajar...brincar...sorrir... e crescer dentro desse universo  musical.
Em suma nossa função é formar seres, desenvolvendo nos mesmos responsabilidade; disciplinas; senso crítico; despertar emoções; a socialização; a interação para que esses seres humanos venham a viver e busca de crescimento, realizações e acima de tudo sejam promotores  tão desejada paz! Através dessa arte, a arte musical.